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Mundo terá 8,4 bilhões de acessos de banda larga móvel em 2020, estima Ericsson

De acordo com estudo Mobility Report da Ericsson divulgado nesta terça-feira, 18, serão 9,5 bilhões de acessos móveis no mundo ao final de 2020 (contra 6,9 bilhões no terceiro trimestre de 2014), sendo que 90% da população acima dos seis anos de idade terá um celular nesse período. Não significa que sejam feature phones: segundo a empresa, cerca de 90% desse total (ou 8,4 bilhões) serão acessos de banda larga móvel daqui a seis anos, frente a 2,5 bilhões em setembro deste ano.

Além disso, serão 6,1 bilhões de acessos smartphone e 650 milhões de demais conexões móveis como laptops, tablets ou modems. Atualmente, essa proporção é de 2,7 bilhões e 300 milhões, sendo 800 milhões de smartphones somente em 2014.

A maioria disso será de 3G, que representará 4,4 bilhões de acessos, contra 3,5 bilhões para o LTE. Vale lembrar que no Brasil, a proporção foi alterada recentemente, com a soma de acessos 3G, 4G e dados (modems e tablets) passando de 50% em agosto, segundo dados da Anatel.

A comunicação máquina-a-máquina (M2M) crescerá e em 2018, diz a empresa, as conexões M2M com banda larga móvel já serão mais da metade dos acessos. Atualmente, 80% dessas linhas utilizam tecnologia GSM. Em 2014, serão no total 230 milhões de acessos M2M, enquanto em 2020, essa soma será de 800 milhões.

Tecnologias

De acordo com o estudo da Ericsson, até 2020, 90% da população mundial estarão cobertos com redes de banda larga móvel, sendo que 70% da população terão cobertura LTE (comparada com 20% em 2013), 90% com WCDMA/HSPA (contra 60% atuais) e 95% com GSM/EDGE (contra 85% atuais). Segundo a empresa, cerca de 50% dos sites terão backhaul de microondas. Há atualmente 572 redes 3G, sendo que 384 dessas são com a tecnologia HSPA que permite picos de 21 Mbps; e 166 são de redes HSPA+, com picos de até 42 Mbps.

Há também 331 redes LTE lançadas comercialmente em 112 países que atendiam 200 milhões de acessos ao final do ano passado e que deverão chegar a 400 milhões no final deste ano. Dessas, 40 utilizam a modulação TDD em 27 países, com 27 operadoras utilizando TDD apenas e 13 com os modos TDD e FDD juntos. Já as redes LTE-Advanced agora somam 21 em 14 países. O serviço de voz em alta definição foi lançado por 116 operadoras em 75 países, e agora mais de 300 dispositivos mostram compatibilidade com o recurso. Já o VoLTE só foi lançado comercialmente por 12 teles até o momento na Coreia do Sul, Estados Unidos, Cingapura, Hong Kong e Japão.
 

Espectro

A Ericsson destaca a discussão de futuras faixas de espectro para banda larga na WRC-15, a Conferência Mundial de Radiocomunicação da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que será realizada em novembro do ano que vem. "A decisão deles vai impactar a capacidade de tráfego de banda larga móvel e cobertura em áreas urbanas e rurais", diz o relatório, citando altas frequências como as bandas L (1,5 GHz), S (2,8 GHz) e C (4 GHz) para áreas urbanas e 600 MHz para cobertura rural.

A companhia chama atenção para o lançamento comercial do 5G em 2020, quando ainda deve utilizar tecnologias do LTE em conjunto. "Outros avanços terão de ser feitos para tomar vantagem das novas bandas de frequência, incluindo aquelas esperadas para serem alocadas na Conferência Mundial de Radiocomunicação (WRC) em 2019", destaca o estudo citando outro evento da UIT.

Tráfego

A taxa de crescimento médio anual (CAGR) do tráfego em smartphones será de 25%, passando de 700 MB/mês em 2013 para 900 MB/mês em 2014, com estimativa de fechar 2020 com 3,5 Gb/mês. O crescimento será o mesmo em tablets, mas o tráfego em 2013 foi de 1,4 GB/mês para 1,9 GB/mês em 2014 e 7,6 GB/mês em 2020.

Considerando todo o tráfego móvel (incluindo laptops), a CAGR será de 40%, saindo de 2 Exabytes por mês (EB/mês) em 2013 para 3,2 EB/mês em 2014 e 25 EB/mês em 2020. Será um aumento de oito vezes, com destaque para os tablets, que crescerão 15 vezes. O tráfego de linhas fixas tem CAGR de 25%, com 30 EB/mês, 40 EB/mês e 140 EB/mês, respectivamente em 2013, 2014 e 2020. Somente no terceiro trimestre deste ano, houve um crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Quem provoca o maior aumento hoje e continuará em 2020 é a demanda por vídeo: em 2014, esse era o tipo de conteúdo responsável por 45% de todo o tráfego; e essa proporção aumentará para 55% em seis anos, ou um crescimento de dez vezes no volume nesse período. As redes sociais manterão os 15% atuais, assim como o uso de áudio (2%), enquanto a navegação na Web cairá de 10% para 5%.

Fonte: Teletime

TWM - Telecom Web Manager

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