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Gigantes estrangeiras podem ser alternativa para bancar a Oi em oferta pela TIM

A onda das consolidações definitivamente bate à porta do mercado brasileiro de telecomunicações, um reflexo do que acontece no mercado internacional. Algumas negociações estão públicas, como a oferta de 6,7 bilhões de euros da Telefónica pela GVT e uma possível contraoferta da Telecom Italia (que seria oficializada ainda nesta quarta-feira, 27), e outras ainda entre quatro paredes.

Com o comunicado de contratação do BTG Pactual para preparar uma oferta de compra da participação da Telecom Italia na TIM Brasil, a Oi se coloca como protagonista nesse cenário com vários atores. E as possibilidades de desfecho são muitas.

Falta à Oi, obviamente, fôlego financeiro para fazer uma oferta sozinha pela TIM Brasil. Depois do calote de 897 milhões de euros da Rioforte e com a nova configuração da fusão com a Portugal Telecom pendente de aprovação dos acionistas de ambas as empresas, a Oi se encontra em uma situação complicada: alto endividamento, baixa liquidez e um valor de mercado correspondente a apenas um terço do valor de mercado da TIM, de cerca de R$ 35 bilhões.

O movimento da Oi pode ser, na verdade, a porta de entrada para uma nova operadora na disputa por ativos brasileiros: a Verizon. Fontes ouvidas com exclusividade por este noticiário confirmaram o interesse da operadora norte-americano em entrar nesse negócio em parceria com a Oi, por meio da Telemar. Para a Verizon, segundo essas fontes, interessam, e muito, tanto a operação da GVT, forte em banda larga e com bom crescimento em TV por assinatura, quanto a TIM, a segunda operadora em número de usuários móveis no País – além, é claro, do iminente leilão das frequências de 700 MHz para o 4G. E, além de poder fazer ofertas sozinha por cada uma das operações ou pelo pacote das duas juntas, a Verizon avalia essa oferta através da parceria com a Oi.

Para a norte-americana, o mercado brasileiro faz sentido. A Verizon já atua discretamente no País atendendo o mercado corporativo desde 2011 e recentemente viu sua principal concorrente nos EUA, a AT&T, ganhar forte presença por aqui ao comprar todas as operações da DirecTV, o que inclui a Sky – que além de TV via satélite tem frequências de 2,5 GHz onde oferece banda larga 4G TD-LTE e também flertou com a GVT e com a Nextel. Especula-se, inclusive, que a AT&T possa até mesmo participar do leilão de 700 MHz. Assim, a entrada no mercado brasileiro seria a forma da Verizon manter em pé de igualdade a competição com sua maior rival.

Negociações entre quatro paredes

Enquanto isso, lá na Europa, mais uma negociação acontece nos bastidores. Segundo fontes de mercado, a Vodafone já teria feito uma oferta à Portugal Telecom por sua participação na Oi, para aquisição de 25% a 37% do controle da operadora brasileira – a depender do que se definir da composição entre PT e Oi após o calote da Rioforte.

A operadora britânica, em fevereiro desse ano, embolsou nada menos do que US$ 130 bilhões com a venda para a Verizon da participação que detinha na americana Verizon Wireless e anunciou em março a compra por 7 bilhões de euros da Ono, operadora de cabo e banda larga espanhola e principal concorrente local da Telefónica na Espanha. Uma oferta pela participação portuguesa na Oi traria a competição com os espanhóis para o mercado brasileiro – que tem garantido forte geração de caixa e elevada distribuição de dividendos para a Telefónica.

E com essa eventual negociação entre Vodafone e os portugueses, o fato relevante da Oi para a compra da TIM, ainda que o negócio não se concretize, força a participação dos brasileiros na mesa de negociações, uma vez que a eventual compra da TIM elevaria imensamente o valor do negócio. Ao tornar pública a intenção de comprar a subsidiária italiana, a Oi garante que qualquer novo movimento de mercado tenha necessariamente de passar pela aprovação do conselho de administração da operadora brasileira.

A isso, junta-se a especulação de que a AT&T pode fazer uma oferta para comprar a Vodafone. A consolidação chegou ao mercado brasileiro, e GVT, Oi e TIM estão na prateleira.

Fonte: Teletime

TWM - Telecom Web Manager

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