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Telefônica ainda não sabe o que fazer na faixa de 2,5 GHz

A Telefônica não critica nem criticará a decisão da Anatel sobre a faixa de 2,5 GHz. Para a empresa, a forma como a Anatel definiu a distribuição do espectro para o SMP e para o serviço e MMDS é a que seria possível no contexto atual. Mas, reservadamente, a leitura de executivos da empresa é que ainda não dá para comemorar nada. Simplesmente porque a Telefônica ainda não tem claro o que fará com a faixa. O grupo espanhol é controlador das licenças (e frequências) de MMDS da TVA nas cidades de São Paulo, Rio, e ainda metade da faixa em Porto Alegre e Curitiba. É também controlador da Vivo. Tem, portanto, dois interesses diferentes (e por vezes conflitantes) na faixa. Em princípio, a Telefônica poderia colocar, imediatamente, os planos de criar uma rede WiMax na faixa de MMDS. Mas ainda há dúvidas. Vale a pena investir nessa tecnologia ainda? Será que o tempo já não passou? São perguntas feitas por um executivo da companhia a esse noticiário. O caminho pelo WiMax era claro há três ou quatro anos, mas hoje, com as mudanças que estão acontecendo no cenário tecnológico e com as dúvidas regulatórias ainda existentes, esse caminho deixou de ser claro. Outra opção é esperar mais algum tempo e começar a implantação do LTE em TDD no centro da faixa de 2,5 GHz, mas nesse caso a dúvida é sobre o tempo de maturação da tecnologia e se ela encontrará viabilidade. Outro caminho para a Telefônica é deixar seu DNA europeu falar mais alto e preparar a Vivo para disputar a faixa de 2,5 GHz e implementar LTE nas bandas destinadas ao FDD. Mas a Vivo poderá disputar esse espectro em todo o Brasil tendo a sua controladora Telefônica ocupando o centro da faixa, destinada ao MMDS e ao TDD? A Anatel sinalizou na semana passada que há dúvidas sobre isso, que só serão respondidas no edital. Outro caminho seria a Telefônica utilizar o pequeno espectro FDD a que terá direito (10 MHz + 10 MHz) como bônus pelas "perdas" que sofrerá como operadora de MMDS. Mas não se sabe se esta faixa é suficiente para atender as necessidades da Vivo e se será suficiente para atender a demanda. Fornecedores apostam que a Telefônica terá uma estratégia combinada: lançará serviços de nicho utilizando a faixa de MMDS (em WiMax ou LTE TDD) e ainda colocará a Vivo para disputar o restante do espectro para fazer LTE. Mas dificilmente a Telefônica adotará uma estratégia baseada apenas no LTE TDD, porque esta tecnologia não está madura e deve ter escala muito menor do que o LTE em FDD que será seguido pelas demais operadoras. Para complicar ainda mais a equação, existe a possibilidade concreta de que a Anatel recomende ao Cade a imposição de limitações de concentração de rede na análise concorrencial que está sendo feita em relação à compra da TVA pela Telefônica. A instrução está sendo preparada desde 2006 e até hoje não foi concluída, mas já está na reta final, segundo apurou este noticiário. Fonte: Teletime

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